A Editora

A paixão pelos livros leva às vezes ao desejo de criá-los.

Além de um repositório de ideias, os livros são também um objeto que está na base das mais importantes civilizações contemporâneas. Como objeto, o livro é a concretização de uma arte discreta, quase escondida, que povoa os sonhos dos autores e as mãos de leitores no mundo inteiro. Entre os autores e seu público leitor há um caminho longo, percorrido com a ajudar de um/a editor/a.

Função discreta, o editor é movido pela consciência incômoda de que é preciso que os livros continuem a ser escritos, que as pessoas continuem a conversar, que o movimento permanente das coisas continue a desafiar nossos juízos formados, pondo-nos sempre a caminho de uma compreensão renovada da vida.

Sediada em Goiânia, com atenção voltada a temas de humanidades, a Palavrear propõe-se a construir pontes entre autores nacionais e estrangeiros e o público interessado em ampliar possibilidades de pensamento e ação para um mundo socialmente justo e culturalmente diverso.

Assim, orientada pelo valor da sociobibliodiversidade, a Palavrear edita livros com conteúdo relevante e com os melhores padrões de design gráfico.

Obras

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Constitucionalismo Global

“Quem poderia falar mal dos direitos humanos?” Quem não se desmancharia em parabéns e louvores à doutrina internacionalista que se dedica profissionalmente a eles e assim os promove? Quem? Depende, devemos responder. Tampouco tem porquê ser a maledicência uma perversidade se está fundada e é relevante. Os direitos humanos podem se beneficiar quando a história põe em evidência as bases da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de seu desenvolvimento em todo um corpo normativo de direito internacional. A historiografia – não digo agora crítica porque outra historiografia não mereceria a denominação – pode ajudar os direitos proclamados pelas Nações Unidas a fim de que se identifiquem com direitos humanos com capacidade de universalidade, tornando desnecessária, por fim, a distinção entre estes direitos virtualmente universais de um lado e, de outro, os postulados historicamente pela Declaração e seu desenvolvimento como direito internacional.

Autores

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Bartolomé Clavero

Bartolomé Clavero nasceu em Madri em 1947. É professor catedrático de História do Direito da Universidade de Sevilha, Espanha. É autor de extensa obra, publicada no mundo europeu e fora dele por editoras de prestígio.

Desde os anos 90 volta sua atenção ao direito indígena e a suas relações com os estados constitucionais. Recentemente, dedica-se ao estudo do direito internacional, seu passado e seu presente, com reflexões que compõem este volume. Participou de diversas missões internacionais de observação eleitoral e de direitos humanos.

Foi membro do Foro Permanente da ONU sobre Questões Indígenas no triênio 2008-2010.